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São Tomé e Príncipe registou a segunda maior deterioração nos indicadores de saúde em África entre 2016 e 2025, superado apenas pelo Gana, segundo dados do Índice Ibrahim de Governação Africana 2026. O desempenho do arquipélago contrasta com a tendência continental, na qual 40 dos 54 países africanos apresentaram melhorias nos seus sistemas de saúde durante o mesmo período. O ministro da Saúde, Celso Matos, afirmou que os sinais de degradação do setor eram previsíveis. "Esta situação já era patente, já era visível. É uma realidade que demonstra que a saúde vinha a degradar-se", declarou o governante. O relatório aponta que, apesar dos avanços históricos na cobertura de cuidados primários e em programas de vacinação, a capacidade de resposta hospitalar permanece limitada pela fragilidade das infraestruturas e pela escassez de profissionais. O ministro destacou ainda o agravamento das doenças não transmissíveis, como acidentes vasculares cerebrais (AVC), diabetes e hipertensão, num contexto de restrições financeiras que impedem a prestação de cuidados adequados. "Muitas destas doenças estão associadas à alimentação e às condições de higiene, mas o país não dispõe dos recursos necessários para garantir a qualidade da assistência de que as pessoas necessitam", lamentou Matos. Entre os desafios estruturais identificados pelo Ministério da Saúde estão a necessidade de investimento em equipamentos, produtos de saúde e recursos humanos, além do combate ao paludismo endémico e da reestruturação do Sistema Nacional de Saúde. Celso Matos manifestou a expectativa de que o próximo Governo, cuja formação é esperada para os próximos dias, priorize o setor da saúde e reforce a capacidade de resposta dos serviços públicos no arquipélago. Article source: Téla Nón | Image credit: Téla Nón
São Tomé e Príncipe registou a segunda maior deterioração nos indicadores de saúde em África entre 2016 e 2025, superado apenas pelo Gana, segundo dados do Índice Ibrahim de Governação Africana 2026. O desempenho do arquipélago contrasta com a tendência continental, na qual 40 dos 54 países africanos apresentaram melhorias nos seus sistemas de saúde durante o mesmo período. O ministro da Saúde, Celso Matos, afirmou que os sinais de degradação do setor eram previsíveis. “Esta situação já era patente, já era visível. É uma realidade que demonstra que a saúde vinha a degradar-se”, declarou o governante. O relatório aponta que, apesar dos avanços históricos na cobertura de cuidados primários e em programas de vacinação, a capacidade de resposta hospitalar permanece limitada pela fragilidade das infraestruturas e pela escassez de profissionais. O ministro destacou ainda o agravamento das doenças não transmissíveis, como acidentes vasculares cerebrais (AVC), diabetes e hipertensão, num contexto de restrições financeiras que impedem a prestação de cuidados adequados. “Muitas destas doenças estão associadas à alimentação e às condições de higiene, mas o país não dispõe dos recursos necessários para garantir a qualidade da assistência de que as pessoas necessitam”, lamentou Matos. Entre os desafios estruturais identificados pelo Ministério da Saúde estão a necessidade de investimento em equipamentos, produtos de saúde e recursos humanos, além do combate ao paludismo endémico e da reestruturação do Sistema Nacional de Saúde. Celso Matos manifestou a expectativa de que o próximo Governo, cuja formação é esperada para os próximos dias, priorize o setor da saúde e reforce a capacidade de resposta dos serviços públicos no arquipélago.
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